Anvisa aprova nova medicação para tratamento do câncer de mama

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O Herzuma, biossimilar do trastuzumabe, tem a capacidade de bloquear a multiplicação das células cancerígenas, sem atingir as células sadias

Por Letícia Passos

O câncer de mama atinge mulheres acima dos 35 anos, com incidência progressiva, especialmente após os 50 anos. (Sebastian Kaulitzki/Getty Images)

câncer de mama é uma das neoplasias mais comuns entre as mulheres. No Brasil, o percentual de novos casos por ano chega a 29%, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Por causa disso, muitas farmacêuticas têm voltado seus esforços na produção de medicamentos capaz de combater a doença. Esta semana, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Herzuma, um medicamento biossimilar do trastuzumabe, indicado para o tratamento do câncer de mama HER2+, que são tumores agressivos capazes de se desenvolver muito mais rápido em comparação com outras formas de cânceres mamários.

Herzuma é um anticorpo monoclonal considerado uma terapia-alvo, ou seja, tem a capacidade de bloquear a multiplicação das células cancerígenas, sem atingir as células sadias. A medicação é recomendada tanto para casos de câncer de mama em estágio inicial como para metastáticos, mesmo para as mulheres que já tenham recebido outras terapias. Além disso, o novo biossimilar pode ser utilizado em diferentes fases do tratamento: após cirurgia, quimioterapia e radioterapia ou em conjunto com esses tratamentos e outra medicações para a doença.

“Essa modalidade de câncer de mama corresponde a 20% dos tumores diagnosticados. [Portanto,] a possibilidade de ampliar o acesso da paciente é fundamental para garantir um tratamento moderno, seguro e eficaz para uma doença cada vez mais presente no dia a dia das mulheres”, comentou Heraldo Marchezini, CEO da Biomm, farmacêutica brasileira que, em parceria com a sul-coreana Celltrion Healthcare (CHTC), traz a novidade para o Brasil.

O próximo passo é receber a aprovação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que analisará o preço do produto antes que ele possa ser comercializado no Brasil. De acordo com Marchezini, todo esse processo deve acontecer nos próximos meses e em breve o medicamento estará disponível para comercialização, permitindo uma nova opção de tratamento para a paciente brasileira.

Acordar cedo reduz o risco de câncer de mama, afirma estudo

Pesquisadores também afirmam que dormir mais do que as oito horas recomendadas por noite pode aumentar o risco da doença

Por Da Redação

De acordo com o Inca, fatores genéticos e hereditários, ambientais e comportamentais e histórico reprodutivo e hormonal são os principais fatores de risco para a doença (iStock/Getty Images)

Mulheres que preferem acordar cedo apresentam risco até 48% menor de desenvolver câncer de mama, aponta estudo apresentado na 2018 NCRI Cancer Conference, que aconteceu esta semana na Escócia. Os cientistas descobriram também que as mulheres que dormem mais do que as oito horas recomendadas por noite estavam mais propensas a apresentar a doença, valor que aumentava em 20% a cada hora dormida a mais.

Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou recentemente que trabalhar no período noturno poder aumentar a probabilidade de câncer em mulheres.

Para os pesquisadores os resultados do novo estudo são relevantes já que a qualidade do sono (ou a falta dela) interfere em diversas funções biológicas, inclusive no surgimento de doenças, como depressão. Por isso, a comunidade científica está sempre investigando a relação entre o sono e os riscos de doenças em geral como forma de descobrir que tipo de modificações comportamentais podem ajudar a reduzi-los.

Mamografia 3D é mais eficaz no diagnóstico de câncer de mama

De acordo com um novo estudo, o método, conhecido como tomossíntese, é capaz de detectar 34% mais tumores do que a mamografia convencional

Por Giulia Vidale

O rastreamento com mamografia reduz as mortes por câncer de mama em até 45% (//Divulgação)

mamografia 3D, também conhecida como tomossíntese da mama, é capaz de detectar 34% mais tumores do que a mamografia tradicional. A conclusão é de um estudo publicado recentemente na conceituada revista científica Lancet Oncology. Além disso, o tempo de compressão da mama durante o exame é menor.

Essa característica ajuda a reduzir a dor, motivo pelo qual muitas mulheres optam por não realizar a mamografia periodicamente. “Isso pode incentivar mais mulheres a participarem da triagem”, afirma Sophia Zackrisson, uma das autoras do estudo, professora associada da Universidade de Lund e radiologista do Hospital Universitário Skåne.

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Lund e pelo Hospital Universitário Skåne, na Suécia, rastreou 15.000 mulheres em um período de cinco anos. “Há uma necessidade de melhorar a triagem para muitas mulheres, e a tomossíntese da mama é claramente o método mais adequado para o rastreio do câncer de mama.”, diz Sophia Zackrisson. .

Por outro lado, também há maior probabilidade de alarmes falsos. “Precisamos chamar mais mulheres para exames adicionais, em comparação com a mamografia tradicional, para confirmar que essas mulheres não tinham câncer, pois esse método encontra mais estruturas na mama em geral.”, explica Sophia.

O estudo

Os pesquisadores analisaram mais de 385.000 mulheres cujos dados foram encontrados no projeto Biobank, estudo de longo prazo que investiga as causas genéticas e ambientais do câncer de mama. Além disso, a equipe acessou informações sobre a associação genômica da doença obtida através do Consórcio da Associação de Câncer de Mama (BCAC, na sigla em inglês). 

Fonte: Revista Veja


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