DRAMATURGOS BRASILEIROS BRILHAM NA FRANÇA

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Os dramaturgos brasileiros e diretores de teatro Ivan Antonio e Augusto Boal brilharam na França, na mais recente edição do Festival Mundial da Cultura da
Paz “Dialogues em humanité”, que aconteceu na cidade de Lyon nos dias 5, 6 e 7 de julho. O Festival reuniu dezenas de mestres da cultura, cineastas, poetas, músicos, intelectuais e fundações públicas e privadas para exporem ações que estão desenvolvendo em cada país em prol da paz e da igualdade entre os povos.

O Teatro do Oprimido, criado pelo argentino naturalizado brasileiro, Augusto Boal, morto em 2009, já era esperado no festival por ser uma referência mundial desde a década de 70. Diretores assistentes e multiplicadores da sua metodologia foram responsáveis pelas oficinas do velho mestre durante o evento

.2006
Essa é a terceira vez que o poeta, dramaturgo, compositor, diretor de teatro e cinema Ivan Antonio, criador do Teatro da Solidão Solidária, esteve na França. Na primeira vez, em 2006, ministrou oficinas e fez uma imersão pelas ruas de Lyon com a arquiteta, atriz e sua assistente francesa, Vera Degrottes.

A imersão pelas ruas de Lyon, dialogando com pessoas em situação de rua e refugiados, ampliou a sua pesquisa sobre a solidão humana que desenvolve há duas décadas. “São dezoito países da Europa, América Latina, além dos Estados Unidos, que vivencio na prática as dores e a desesperança de pessoas em estado de exclusão extrema, depois compartilho minha pesquisa com meus alunos de segmentos sociais diversificados (empresários,advogados, artistas, psicólogos , médicos , professores e estudantes) para juntos criarmos meios de amenizar as diferenças e as desigualdades entre todos nós”, pontua Ivan.


Vera Degrottes iniciou seu aprendizado do Teatro da Solidão Solidária quando morou na capital paulista. Morando na França há mais de vinte anos, a atriz e o seu esposo, fotógrafo e vídeo maker, Gregory Giroud, e o ator e empresário Romain Degrottes coordenam o TSS na França.

2016
A música é uma das facetas desse multi-artista pernambucano radicado na Bahia. Em 2016, foi a Paris fazer show com o parceiro e amigo Del Feliz no festival ForroLondon. Os dois têm se apresentado em diversos países, entre as cidades mais importantes da turnê, se apresentaram em Londres e Nova York
com a cantora e atriz Lucy Alves. Em 2020, eles voltam a cantar juntos, desta vez no Japão.

2019

Quando se pensa em métodos teatrais, logo vêm à tona nomes como o do diretor alemão, Bertolt Brecht, de Constantin Stanlislavski, perpetuado na Rússia e no resto do mundo, o do inglês Peter Brook, e não resta dúvidas de Augusto Boal, com o seu Teatro do Oprimido, a referência mais importantes do teatro latino
americano.
Ivan Antonio chega ao festival “Dialogues em Humanité” depois de vinte anos encantando o Brasil e todos os países que já ministrou oficinas com o seu teatro de ternura e solidariedade humana. A França aplaudiu de pé o diretor brasileiro e o seu Teatro da Solidão Solidária (método de mediação, resolução de conflitos e inclusão social através da arte). O mestre já foi convidado antecipadamente para a próxima edição do festival.


Convidado a morar em Paris, para que o Teatro da Solidão Solidária esteja mais perto dos europeus, Ivan reflete sobre o convite e desabafa: “Num país que se investe mais em armas do que em livros, o convite é tentador, mas ainda tenho muito o que fazer na minha aldeia e depois quem sabe no futuro cruzarei
o Atlântico para semear e colher novas sementes”. Ivan Antonio agradece a imprensa de Camaçari e da Bahia pela solidariedade de sempre ao seu projeto artístico e de inclusão social através da arte. À Revista Kartaz, Secretaria da Cultura de Camaçari, ao Teatro Cidade do Saber, à Coordenação Municipal de Eventos. Também à Siscon Contabilidade, ao Instituto Joanice Bacelar, à Fundação Terra Mirim, ao Centro Cultural Tambor Lascado e à Independence English School/Camaçari.
“Essas são as instituições públicas e privadas, solidárias e parceiras,
que me estendem as mãos em tempos tão difíceis, tempos esses, em que se investem mais em armas do que em livros. Minha gratidão eterna a essas instituições”, finalizou Ivan Antonio.

ASCOM/REVISTA kARTAZ

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