ia 20.12 – Orquestra Afrosinfônica realiza em Recife segundo concerto da série patrocinada pela chamada pública “Música em Movimento” da Petrobras

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chamada pública “Música em Movimento” da Petrobras

E convida a subir ao palco o maracatu Nação Estrela Brilhante


Recife é a próxima cidade brasileira a receber a Orquestra Afrosinfônica, que se apresentará às 20h do dia 20 de dezembro de 2019 na Rua Severino Bernardino Pereira, 197, no Alto José do Pinho. Com regência do Maestro Ubiratan Marques e participação do maracatu Nação Estrela Brilhante, o concerto será o segundo da série patrocinada pela chamada pública “Música em Movimento” da Petrobras (o primeiro foi realizado em Salvador durante o Novembro Negro e contou com a participação do bloco afro Malê Debalê). O concerto conta com o apoio da Prefeitura de Recife e realização da ONG Casa da Ponte. 

Serão incorporadas ao repertório da Orquestra Afrosinfônica três músicas com arranjos sinfônicos criados pelo Maestro especialmente para a ocasião: “Mãe D’água” e “Ponto de Oxalá” são adaptações de pontos de orixá das nações Ketu e Nagô, de domínio público, constantes do repertório do maracatu Nação Estrela Brilhante, e “Baião da Penha”, de Guio de Morais e David Nasser, foi a música escolhida para homenagear o pernambucano Luiz Gonzaga e seu repertório.

Há também “Nação Maracatu do Amor”, que é mais que uma homenagem ao também pernambucano Maestro Moacir Santos, que assina a composição (com Nei Lopes) e arranjo. Essa música apresenta a tradição na qual está inscrito o trabalho de arranjo sinfônico do Maestro Ubiratan Marques, dada pela aproximação entre a música sinfônica e expressões da música popular, remontando a Moacir Santos e Heitor Villa-Lobos. Assim devem ser recebidas “Mãe D’água” e “1835” (apresentada no concerto de Salvador).

A Orquestra Afrosinfônica ainda reserva para o concerto a música “Maracatu do Congo”, parceria entre o Maestro Ubiratan Marques e Mateus Aleluia. O Maestro criou um tema musical do cancioneiro popular que remete ao imaginário de uma filarmônica entrando na cidade, à frente de uma procissão, e Mateus Aleluia responde com a história de um Rei do Congo que se converte ao cristianismo, e depois, numa surpreendente reviravolta, o abandona para retornar a sua religião original.

Os próximos concertos estão programados para 2020, tendo como próximos convidados o congo Irmandade de Nossa Senhora do Rosário – Os Ciriacos, com concerto em Belo Horizonte em 17 de abril, e o bloco afro Ilê Ayiê, com concerto novamente em Salvador em 16 de maio. 

Reunindo 22 músicos e estruturada percussões popular e sinfônica, naipes de sopro e cordas, e por um coro feminino, a Orquestra Afrosinfônica faz uma abordagem erudita a pesquisas sonoras e conceitos intimamente ligados à música afro-brasileira, expressando-se sob forma de poemas sinfônicos. O conceito “afrosinfônico” cunhado pelo Maestro decorre da dissecação de elementos dessas expressões musicais para a composição de temas inéditos e tratamentos posteriores, como a criação de arranjos sinfônicos e orientação da expressão que se pretende extrair de cada instrumento da orquestra.

Por: Doris Pinheiro /Assessoria de Imprensa– 71 98896-5016

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