Vidas negras importam — pequenas atitudes nos Direitos Autorais que fazem a diferença

0
Foto: JD Mason, via Unsplash. Uso autorizado.

Em meio a tantos acontecimentos tristes no Brasil, nos Estados Unidos e em outras partes do mundo que chamam a atenção para a questão do racismo e opressão estruturais, quero compartilhar de forma bem breve algumas atitudes pequenas que podem fazer muita diferença na criação de uma cultura e mentalidade melhores, mais respeitosas, diversas e equânimes.

  • Respeite os direitos autorais dos criadores e profissionais negros. Na verdade, respeitar os direitos autorais é sempre fundamental. Porém, no espectro da discussão sobre racismo estrutural, dar o devido crédito e respeitar os limites dos direitos autorais é especialmente importante porque a cultura e arte criada por pessoas negras é historicamente negligenciada, sujeita a apagamento ou apropriação cultural. Essa é uma corrente que pode, e deve, ser parada.
  • Fuja do clichê de só usar fotos em que aparecem pessoas brancas, loiras, de cabelo liso, nas suas ações de marketing de conteúdo, ações publicitárias, blog posts etc. É importante ter representatividade e diversidade na mídia. No meu artigo “Direitos autorais sobre imagens: aprenda a evitar problemas!“, eu cito alguns bancos de imagens gratuitas e livres de direitos autorais. A maioria deles tem imagens bem diversas. Inclusive, um deles, o Nappy, é 100% dedicado a fotos de pessoas negras, latinas etc. Pode ser uma boa fonte para você.
  • Diversifique o conteúdo, conhecimento e arte que você consome, buscando incluir mais vozes e mentes de pessoas negras. É importante que essas pessoas sejam ouvidas, que seu trabalho e arte sejam apoiados, consumidos, e que o dinheiro também chegue até elas. Você só tem a ganhar quando diversifica seu repertório e conhece vivências diferentes. Além disso, é importante que essas pessoas tenham condições de continuar criando e produzindo. Sem público, e sem dinheiro, dificilmente um projeto vai para frente.

Como eu disse, são atitudes pequenas que eu escolhi compartilhar com base em minha vivência de advocacia na área de Direitos Autorais.

Um problema com raízes tão profundas como o racismo estrutural não é resolvido da noite para o dia. Mas com pequenos gestos e uma mudança de mentalidade, conseguimos melhorar bastante coisa.

Se algum dos termos que usei aqui (racismo estrutural, representatividade, apropriação cultural etc) te despertou dúvidas, ou se você ainda não tem muita certeza sobre o motivo da importância de ouvir e apoiar vozes negras, recomendo que pesquise, estude, busque ouvir opiniões. Preferencialmente, de pessoas negras, claro.

Fonte: Noticias Jusbrasil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui